domingo, 17 de abril de 2011

AUTOESCOLAS (Instrutores) +DETRAN (Examinadores) = CONDUTOR (Cidadão)




Hoje dia 17 de Abril de 2011, lendo o Jornal local, vi a matéria, cujo título era EDUCAÇÂO ZERO (Lei? Para eles, é luxo)


A matéria é bem interessante, afinal de contas, estamos vivendo numa transição de comportamento no trânsito, ainda que forçadamente, mas, que se torna necessária por causa do alto índice de acidentes. 


A matéria, diz que um motorista, em seis minutos, causa 13 erros de Circulação e Conduta no trânsito, revelando assim que esse tal motorista, além da falta de educação, não é adepto a uma direção segura, nem sequer usa o bom senso no trânsito e ainda mostra os 7 pecados do condutor desatento; que são:


Quando muda de faixa ou de via você sinaliza com a seta? Pense bem. Uma simples mudança de faixa, sem sinalizar, pode render multa, com cinco pontos na carteira e R$ 127 a menos. ( no bolso) 

Outra pergunta: antes de arrancar com o carro que estava parado ou estacionado você dá a seta?

Ultrapassar pela faixa da direita é proibido. Mas e quando a via é mão única e tem mais de duas faixas? Também; principalmente se o condutor sair da faixa do meio, por exemplo, ir para a da direita, passar pelo veículo que estava na sua frente e, logo depois, voltar à faixa do meio

Outro erro comum é ver que o sinal está amarelo e, mesmo assim, teimar em seguir adiante. O risco é o semáforo mudar de cor e ficar vermelho enquanto a manobra ainda é executada: vira multa, de sete pontos ( falta gravíssima)


No mesmo artigo que pune o avanço de sinal, está caracterizada como infração o avanço diante da placa de parada obrigatória. É necessário frear o carro quando há essa placa, muito comum em cruzamentos e rotatórias. Não adianta só reduzir a velocidade


Também é obrigatório parar o carro quando há pedestre querendo atravessar na faixa, em cruzamento ou local que não tenha semáforo. A preferência sempre é do pedestre, e ele nem precisa acenar com a mão... E parar o carro na área dos pedestres também é infração! (pedestre tem a preferência em qualquer situação no trânsito. mais que educação é salvar vidas)


Falar ao celular enquanto dirige, mesmo utilizando o sistema de viva voz, é infração. Mas sabia que fumar também é? Caracteriza como infração porque o condutor está com uma das mãos longe do volante. A regra ainda vale para quem tem o hábito de comer e/ou beber enquanto dirige. ( mão no volante tem que ser na posição 9:15hs )



O cinto de segurança é obrigatório para todo mundo, não apenas para o motorista e para o carona ao lado. Também é preciso usá-lo no banco de trás. O não uso agrava as consequências de acidentes simples 
( crianças, menores de 10 anos tem que andar no banco traseiro com cinto ou cadeirinha, acento de elevação ou baby confort.)


O mais importante desta matéria é que  Cristina de Souza Martins Pretti, examinadora do Detran-ES, avalia o tal motorista, e ao deparar com suas infrações fica impressionada pelas horrenda manobras perigosas realizadas por ele.

Além disso, entre os oito condutores reprovados, quatro somaram, com as infrações que cometeram, mais do que os 20 pontos permitidos para continuar com a habilitação - lembrando que a pontuação é atingida durante um período de 12 meses seguidos.

O recordista foi um motorista que, durante os 5 minutos e 44 segundos em que a reportagem conseguiu acompanhá-lo no trânsito, cometeu 13 infrações, que lhe renderiam 65 pontos na carteira. O segundo colocado fez um pouco menos: 53 pontos em 11 infrações.

Veja toda matéria aqui

A problemática toda é: De quem é a culpa?

O condutor em geral, não gosta de usar a sinalização ao conduzir um veículo automotor ou elétrico nas vias públicas. 

Na sala de aula sempre brinco com meus alunos dizendo que o condutor capixaba tem "síndrome de perseguição." Eles não utilizam a seta de indicação de direção e manobra por acharem que estão sendo perseguidos. 

A questão é que em um exame prático de direção, é exigido do futuro condutor, um conhecimento básico de direção, tal como, uso de seta, respeitar as placas de sinalização, respeitar o pedestre, analisar sua conduta defensiva e de circulação e domínio do veículo automotor em via pública, estaria bom de mais, se não fosse estes exames dentro de uma área demarcada e projetada para tal.

O instrutor prático ensina o exigido para esse aluno passar numa avaliação. Não é culpa deles, pois os examinadores terão que avaliar dentro deste robótico criado para avaliar.  ( Manual do Examinador de Trânsito)

Portanto, se há uma regra de  avaliação, nada mais justo que o instrutor instruir dentro de dessa regra. 

O aluno, passa no exame da avaliação teórica-técnica, e entra num outro mundo totalmente diferente do que foi ensinado teoricamente.

Agora ele é instruído para uma avaliação modelo. Sendo um bom robô, passa tranquilamente no exame.

O problema é que, quando chega na realidade do condicionamento errado de conduzir nas vias, ele tem que sair da robótica e viver a vida real.

Qual é a solução então?

Ensinar  a conduzir veículos nas vias públicas, no trânsito, nas rotatórias, nos semáforos, nas manobras de mudança de faixa e direção. O examinador teria que examinar a conduta deste futuro condutor no trânsito e os erros deveriam ser analisados de forma mais técnica, humana e educadora. 

No exame comum, esquecer uma seta é 3 pontos negativos e o examinador não diz nada a respeito. O correto seria, esquecendo-se da seta, o examinador chamaria a atenção sobre o uso deste dispositivo e o perigo que ele provoca na caso de sua falta. E se o candidato a habilitação  reincidir,  aplicaria a pontuação negativa. Pois ficaria comprovada sua insensibilidade ao perigo causado por falta da seta.

Na Espanha entrou um novo modelo de avaliação, no qual o aluno é quem decide o trajeto a ser tomado, depois o examinador é quem dá o comando e no final, caso o aluno seja reprovado, o examinador, chama o instrutor e na frente do aluno pontua suas falhas... isso é zelar pela educação de fato.


Ou seja, o modo de instruir e avaliar tem que se adaptar à realidade do século em que vivemos.


Veja mais sobre instrutores e examinadores aqui

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