quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O TRÂNSITO E A REGIONALIDADE


A relação da cultura com o cidadão é o processo educacional em que ela desenvolve. Aprendemos a cultura por meios diversos e o mais comum é pela repetição de eventos que incluem o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano. Podemos dizer que há uma cultura familiar, social, comunitária, política, musical...,

O trânsito é cultural?

Sim.

O trânsito faz parte de um processo educacional e cultural.

O Trânsito como um processo educacional

Educacional quando pelo meio de um processo de ensino e aprendizagem o integrante do sistema trânsito aprende, desenvolve e interage pelo aprendizado.

Exemplo: As Normas Gerais de Circulação e Conduta educa o usuário no bom desenvolvimento e uso das vias terrestres.

Assim vemos um exemplo educacional do trânsito.

O trânsito como uma cultura geral

Quando o trânsito é cultural?

Quando o uso das vias é por meio de condutas condicionadas de tal forma que vire uma regra informal (Normas de Circulação e Conduta Informal), exemplo:

Acionar a luz indicadora de direção para avisar o condutor que o seque se ele pode ultrapassar ou não. Isso caracteriza uma cultura geral e toma cunho de Norma de Circulação e Conduta Informal.

O trânsito como uma cultura regional

O trânsito toma até mesmo uma forma regional de cultura. Um exemplo clássico é que no estado do Rio de Janeiro, o carioca ou seus motoristas tem o costume (cultura) de acionar a seta indicativa de direção e logo fazer a manobra sem esperar um momento para realizar com segurança. Quem dirige no estado do Rio de Janeiro, precisa se adaptar a essa NCCI que é uma mistura da aplicabilidade da NGCC.

No estado do Espírito Santo, o capixaba ou seus motoristas tem o costume (cultura) de dirigir pela esquerda em baixa velocidade enquanto os que desenvolve velocidade o fazem pela direita. O condutor mineiro e baiano tem o costume de parar na faixa de pedestre e acionar o pisca-alerta para o pedestre passar.

Assim:


Verificamos que o trânsito em grande escala é social e tem suas regras próprias estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro, mais especificamente nas Normas Gerais de Circulação e Conduta. Mas também, podemos concluir que o trânsito é municipal, comunitário e com cultural especifica local e regional.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

VOCE SABE QUAL DIREÇÃO VOCÊ PRATICA?

No mundo moderno, precisamos estar antenados, atualizados e atentos a tudo que acontece. Não somente ao que acontece ao nosso redor, com a globalização, precisamos estar atentos ao que acontece no mundo literalmente dito.

Falando em trânsito, veículos, condutores, seguros, segurança, gastos financeiros, meio ambiente, e demais coisas que envolve diretamente nossa vida em sociedade. Precisamos estar bem mais "ligados" agora do que nunca.

Nosso comportamento é que gera o trânsito em que vivemos e precisamos desse trânsito para sobreviver e deslocar com segurança. O comportamento negligente gera um deslocamento imprudente, perigoso e financeiramente ruim.

Então, precisamos nos adaptar à realidade mudando de hábitos e condicionando nosso comportamento ao um trânsito mais amigável, seguro e que não seja dispendioso.

Um comportamento dispendioso faculta um trânsito caro e de grandes perdas. 

Para que isso não aconteça é necessário conhecer algumas técnicas e aplicá-la ou condicionar seu comportamento em prol da comunidade.

Quando tratamos de trânsito, estamos nos referindo diretamente à comunidade. Seu vizinho, sua família, seus parentes, seus amigos, sua rua, seu bairro, sua cidade. 

Então, o que melhor fazer senão conhecer e crescer? 

Deixar-se viver por impulso e instintos, é, como viver pior que os animais, pois julgamos ter inteligência e raciocínio ao ponto de criar grandes invenções e conseguir dominar uma tão grande tecnologia. 

Dominar nossos impulsos e instintos é condicionar nosso comportamento. 

Veja abaixo qual comportamento você tem praticado na sua comunidade.

Direção Defensiva é uma técnica (habilidade) que aprendemos com alguns especialistas de como sair de uma situação agressiva e alto risco no trânsito. É se defender de conduta agressiva de outros usuários.

Dirigir Preventiva é um comportamento que aplico (inculcar) na minha condução, um comportamento seguro e de previsão e prevenção.

Direção Corretiva é aquela que o motorista já está numa situação de risco e precisa tomar atitudes pra tentar sair dela ileso. Lembrando que essa situação de risco é provocada com sua própria agressividade ou descuido.

Direção Agressiva é aquela que o motorista dirige ativa e imprudentemente, não se preocupando com outros usuários do sistema de viário.

Direção Descuidada é aquela em que o condutor dirige despreocupadamente (passivo) mas que causa riscos a outros integrantes do sistema viário.

(texto extraído do livro do professor Alexandre Basileis   (Direção Preventiva - Prevenir é melhor que remediar. pg 20)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PLANOS E PLANEJAMENTO



Trabalho com elaboração de Planos para entidade de cursos e CFC.


Segundo a res. 358/10 do Contran, em seu artigo 5º inciso V devem as empresas apresentar um Plano de Curso em conformidade com a estrutura curricular.

e os profissionais que trabalham em Centro de Formação de Condutores - CFC e empresas credenciadas para ministrarem cursos devem trabalhar dentro de um Plano (de ensino ou eula)


Mas, o que é um Plano? 


PLANO DE CURSO, PLANO DE ENSINO OU PLANO DE AULA, QUE É ISSO

O Planejamento é um dos elementos que compõe o dia a dia da escola, por isso a maneira como ele ocorre é também uma atitude necessária para os profissionais da área da educação.

O Plano de Curso visa a parte geral do planejamento, os métodos que serão usados, o público que erá atingido, a carga horária total do curso, o objetivo geral e especifico a serem alcançados. Podendo incluir outros detalhes, mas sempre de forma genérica pra que se tenha a ideia do todo do planejamento. Em relação as empresas de cursos e CFC, o Plano de Curso é essencial para seu credenciamento junto ao órgão de registro - DETRAN

O Plano de Curso é elaborado por uma junta coordenadora de profissionais da educação habilitados para tal. 

No caso do CFC e Institutos de Trânsito, já há uma ESTRUTURA CURRICULAR BÁSICA para surgimento do Plano de Curso. Elaborado pela da Res. 572/15 do Contran.

Exemplo:

CURSO TEÓRICO-TÉCNICO – ACC. 
1.1.1. Estrutura Curricular 
1.1.1.1. Módulo I - Legislação de Trânsito - 7 horas-aula 


Já o Plano de Ensino visa a parte do PLANEJAMENTO  sobre as atividades  pedagógicas da instituição como um todo. 

O Plano de Ensino é elaborado pelos responsável direto (Diretor de ensino) pela parte pedagógica da instituição (CFC e instituto) , que nem sempre é a pessoa que a irá ministrando as aulas.

O Plano de Ensino deve apresentar, obrigatoriamente, alguns itens relativos às atividades ministradas em sala de aula:
a)     identificação, contendo nome do departamento, nome da atividade de ensino, curso(s) de oferecimento, pré-requisitos por curso, etapa aconselhada no curso, corpo docente, súmula, regulamento ou plano de atividades, créditos quando aplicável, e carga horária;
b)    os objetivos;
c)     o conteúdo programático na forma de unidades ou sequências;
d)    a metodologia adotada;
e)     o cronograma de atividades;
f)      as experiências de aprendizagem;
g)     os critérios de avaliação;
h)    as atividades de recuperação;
i)       a bibliografia básica.


O conteúdo do Plano de Ensino é apenas uma previsão para as atividades em sala de aula. Isso significa que, a qualquer momento, o instrutor pode adaptá-lo para melhor rendimento de suas aulas adaptando à sua didática. 

No plano de aula, a visão é micro do planejamento. O que irá acontecer em sala de aula e como ela será desenvolvida. O Plano de Aula é o planejamento do Instrutor condicionado a sua didática e pedagogia. 

O plano de aula é uma ferramenta muito importante para o Instrutor de trânsito ou capacitor de cursos. Por meio dele, o educador pode fazer a previsão dos conteúdos que serão dados, as atividades que serão desenvolvidas, os objetivos que pretende alcançar, e as formas de avaliação.

O plano possibilita ao professor, na medida do possível e do desejável, manter a articulação da disciplina como um todo pela relação com o plano de ensino e ainda realizar uma auto-avaliação da aula ou uma avaliação cooperativa para orientar decisões futuras.

Exemplo:


  1. ESCOLHA O TEMA;
  2. OS OBJETIVOS;
  3. ESTABELEÇA A DURAÇÃO;
  4. OS RECURSOS;
  5. A METODOLOGIA;
  6. A AVALIAÇÃO...



Fontes: 

http://www.ufrgs.br/caar/?page_id=9936
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=130
http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_168_04_COMPILADA.pdf

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

CURSO

Uma realização da ASSINTRAN

"Processo Administrativo de Julgamento de Penalidade e Infração de Trânsito"

Objetivo do Curso:
Este Curso tem por objetivo de estudar o Processo Administrativo de Julgamento de Penalidade e Infração.

Com base no Código de Trânsito Brasileiro, Legislação Complementar e no conceito básico do Direito Administrativo e por fim, disponibilizar ferramentas que Capacitem ao educando a elaboração de defesa e recurso e introduzi-lo aos conhecimentos básicos e intermediário à confecção do processo.

Módulo I

Noções de Direito de Trânsito
1. O Direito de Trânsito
1.1 A Legislação de Trânsito
1.2 O Sistema Nacional de Trânsito
1.3 Os Órgãos e Entidades
1.4 Área de Atuação e Competência
1.5 Autoridade e seus Agentes de Trânsito

Módulo II

 Processo Administrativo De Trânsito
2. Noções Básica de Direito Administrativo
2.1 Noções de Processo Administrativo
2.2 Processo Administrativo de Trânsito
2.3 Conceito de Infrações de Trânsito
2.4 Penalidades e Medidas Administrativas

Módulo III

Processo de Julgamento e Recursos de Infração de Trânsito
3. A Infração  – O Proprietário e o Condutor
3.1 Auto de Infração de Trânsito – A.I.T
3.2 Notificação de Autuação – NA
3.3 A Defesa da Autuação
3.4 A Multa – Proprietário ou Condutor
3.5 Notificação de Penalidade - NP
3.6 O Recurso Administrativo da Penalidade
3.7 1ª Instância - JARI
3.8 2ª Instância - Cetran ou Contran

Módulo IV

Suspensão e Cassação da CNH
4 O Processo Administrativo
4.1 A Defesa - Autoridade
4.2 O Recurso em 1ª Instância – JARI
4.3 O Recurso em 2ª Instância - Conselhos

Módulo V

Estudo de Casos e Jurisprudências 


Público Alvo:

a) Órgãos Municipais de Trânsito:

  • Agentes de Trânsito - GM,
  • Agentes fiscalizadores,
Agentes públicos.
b) Órgãos Estaduais de Trânsito:
  • Policiais Militares,
  • Servidores públicos do Detran,       
Agentes operacionais
c) Empresas de transporte coletivo e logistica:
 (Transportadoras, Empresas de Ônibus, Distribuidores)
  • Responsáveis de frotas,
  • Gestores.

Diretores de CFC e Instrutores de Trânsito

Entre outros profissionais interessados.

Investimento

Entrar em contato quando para truma fechada (órgãos e entidades de trânsito ou empresas privadas)

Em breve em Guarapari, Linhares e Colatina





Prof. Orientador: Alexandre Basileis

sábado, 31 de dezembro de 2016

ATUAL TABELA DA SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR


A tabela de suspensão do direito de dirigir está da seguinte forma:

A Res. 54/98 está revogada pela Res.182/05. Ponto.


A Res. 182/05 está em vigor e alterada pela 557/15

A Lei 13.281/16 prêve dois casos de suspensão, por soma de pontos e por infração especifica.

“Art. 261. A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos:
I - sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vinte) pontos, no período de 12 (doze) meses, conforme a pontuação prevista no art. 259;

II - por transgressão às normas estabelecidas neste Código, cujas infrações preveem, de forma específica, a penalidade de suspensão do direito de dirigir.

§ 1º Os prazos para aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir são os seguintes:

I - no caso do inciso I do caput: de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e, no caso de reincidência no período de 12 (doze) meses, de 8 (oito) meses a 2 (dois) anos;

II - no caso do inciso II do caput: de 2 (dois) a 8 (oito) meses, exceto para as infrações com prazo descrito no dispositivo infracional, e, no caso de reincidência no período de 12 (doze) meses, de 8 (oito) a 18 (dezoito) meses, respeitado o disposto no inciso II do art. 263.

A lei 12.971/14 estabeleceu dispõe sobre infração especifica.

E em se tratando da tabela dada pela 182/05 alterada pela 557/15 

I – Para infratores não reincidentes na penalidade de suspensão do direito de dirigir no período de doze meses:

a. de 06 (um) a 12 (três) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais não sejam previstas multas agravadas;

b. de 02 (dois) a 06 (seis) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam previstas multas agravadas com fator multiplicador de três vezes;

c. de 04 (quatro) a 10 (dez) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam previstas multas agravadas com fator multiplicador de cinco vezes.

d. de 08 (oito) a 12 (doze) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam previstas multas agravadas com fator multiplicador de dez vezes.

II - Para infratores reincidentes na penalidade de suspensão do direito de dirigir no período de doze meses:

a. de 08 (oito) a 24 (vinte e quatro) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais não sejam previstas multas agravadas;

b. de 08 (oito) a 16 (dezesseis) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam previstas multas agravadas com fator multiplicador de três vezes;

“c. de 10 (dez) a 20 (vinte) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam previstas multas agravadas com fator multiplicador de cinco.

d. de 16 (dezesseis) a 24 (vinte e quatro) meses, para penalidades de suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam previstas multas agravadas com o fator multiplicador de dez vezes.”

Acredito que o CONTRAN revogara as duas resoluções com a publicação de uma nova para se adaptar a lei 13.281/16.