segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O PROBLEMA ESTÁ NO COMPORTAMENTO


Recebi o jornal no domingo pela manhã. guardei-o e comecei a lê-lo hoje, segunda - feira. 
Pois é, só tive tempo de ler hoje. As vezes, pensamos que ler um jornal do dia anterior é noticia velha ou antiga. Desde da minha adolescência percebi que não é 100% verdade esse pensamento. A data e algumas  coisas podem até ficar "passadas" mas, no geral, estão tão fresquinhas como um bolo que no outro dia fica até melhor.

Um exemplo disso é a coluna opinião deste referido jornal. Lembrando que opiniões nunca ficam velhas ou antigas e nem ultrapassadas, elas ficam eternizadas até que se prove ao contrário; e ainda assim, elas não morrem, ficam como referência do certo ou errado. 

Opinar é bom! Melhor ainda quando nossa opinião faz efeito. Quando o efeito é bom... hum, nem se fala! E essa opinião que li no domingo de segunda-feira fez efeito, pois impulsionou-me a escrever aqui, no blog.  

Opiniões revelam atitudes, revelam pensamentos e desejos, revelam o que está no coração do homem, revelam  objetivos. Enfim, opinião revela caráter e personalidade. 

Na opinião que li do Ruy Pôncio, presidente do Sindipostos-ES o título era:
"O PROBLEMA ESTÁ NO CONSUMO."

Li e re-li algumas duas, três ou quatro vezes. Não pelo fato de eu não ter entendido  sua opinião, seu ponto de vista e seus objetivos, era por que eu queria ir mais longe.

Sua opinião já começa declarando que a bebida é lícita e não representa riscos a terceiros.
O primeiro pensamento que tive foi: "Quando foi que a bebida se tornou lícita?" Favoreceu a quem? E por que ela foi liberada?" 
Bom deixa isso pra lá, pois, foge da nosso foco!

E para provar que é lícita, ele diz que o ato ilícito é quando representa perigo a sí próprio e a terceiros.  Ou seja, beber e dirigir.

Bom, ontem eu estava numa festa e "vi a bebida" provocar um ato ilícito sem precisar dirigir. Duas mulheres depois de ingerir bebidas alcoólicas se estranharam  e saíram no tapa. Uma olhou para o "homem" da outra. 

Então vi, que se o termo ilícito está puramente relacionado a representar perigo para si e para terceiros... não precisa dirigir pra isso.

Agora, certo é que, proibir um posto de gasolina a vender cervejas diminuirá o índice de "acidentes", seria como diz os antigos: "É tapar o sol com a peneira."
Segundo a pesquisa citada pelo Ruy, 2% de bebidas são consumidas em postos de gasolinas e que 98% em outros lugares. 

Bom, se todo problema se resumisse em 2%, a vida seria bem melhor.

Na outra ponta do triângulo está a opinião do referido jornal.
Que disse que a proibição é para não facilitar o consumo. 

Comparado a venda nos postos de gasolina com venda de bebida em cantina de escolas, mesmo onde toda clientela seja formada de adultos.

Segundo o Jornal, a venda em lojas de conveniências de postos de gasolina  estimula impulso. E tudo que possa contribuir, por menos que seja, para facilitar a mistura de álcool com direção está dentro da lógica  prevencionista.

Quando li isso pensei nas boites, bares, ambulantes, kiosques...

Ontem, eu estava numa praia da Grande Vitória. Achar vaga para estacionar era uma tarefa bem difícil. São minutos torcendo para alguém ir embora para que surgisse uma vaga. 

Ao chegar na areia da praia não é difícil ver pessoas consumindo bebida alcoólica com chaves de veículo penduradas na cintura.

Aí né, outra indagação: Já pensou se aquele cara saí da praia de barriga cheia e  taque  vazio. Para no posto, como já está "manguaçado", compra uma latinha de cerveja, saí dali e bate ou atropela alguém. Onde consumiu a cerveja?

Agora, tem a  lei que proíbe carregar bebida alcoólica dentro da cabine do veículo. 

A outra ponta do tripé é que o problema está no comportamento.

Beber não é um ato ilícito, passível de crime, até o momento em que você não agredi a integridade alheia.
E isso não é só no ato de dirigir. A pessoa que bebe e arruma briga (fica valentão e faz besteiras), bebi e se acha melhor difamando todo mundo ( xingando, pré-jugando, preconceitos) bebi e vira garanhão ( mexe com a mulher de todo mundo).

A verdade é que o povo não sabe ingerir bebida alcoólica, o povo não sabe degustar e saborear. 
E isso foi inculcado pela própria sociedade, pela mídia, pelo capitalismo.
As pessoas estão sem limites. Não se dão apenas a um copo ou uma cerveja. 
"Já é comprovado que uma latinha já altera o comportamento."

A  questão é comportamental. E esse comportamento nocivo interfere de forma agressiva na saúde, na boa vizinhança, na moral e na ética.

Proibir beber não adiante, Proibir consumir também não. O negócio é educar a ingerir.
Mostrar ao cidadão, ao motorista, ao que bebe que o consumo desenfreado leva a consequências graves.  


Penso, Logo vem indagações.


A publicidade de cerveja, teria que educar as pessoas a controlar seu consumo. A saber beber.


Não poderia deixar de comentar aqui o  comercial da cerveja ITAIPAVA que, mostra o consumidor indo de táxi para o trabalho e depois vai ao bar tomar uma cerveja.
dando a entender que ele não irá dirigindo pra casa, irá de táxi.


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Para a  1ª Câmara de Direito Público do TJ/SC não é legal. A 1ª Câmara de Direito Público do TJ julgou parcialmente procedente apelaç...