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O TRÂNSITO NÃO PODE SER O FIM DA ESTRADA

Atenção! Luzes, câmera... vamos dirigir! 

A maior alegria de um candidato à Primeira Habilitação é ter em mãos e tão sonhada Permissão Para Dirigir. Estar habilitado, poder dirigir, a sensação de liberdade, o status, a alegria de realização... não tem preço.

Só que, diante disso tudo, demanda uma enorme parcela de responsabilidade, que muitas das vezes quase ninguém quer assumir, pois, ela é subtraída por uma conduta negligente  e imprudente. 

Possuir um veículo automotor ou elétrico ou participar do trânsito como condutor, seja de motocicleta, automóvel, ônibus ou caminhão, requer do usuário muito mais que simples habilidades  e coordenação motora pra que possa se vangloriar que é um "Expert" motorista. Isso sem falar dos que utilizam o trânsito como ciclista ou pedestre, que não estão isentos das mesmas responsabilidade social e comunitária. Afinal de contas, trânsito faz parte do seu convívio social. 

§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.

Se trânsito é feito por pessoas que utilizam o espaço público, há de convir, que todos que fazem parte do trânsito, sem exceção, têm responsabilidades diante da sociedade  na qual faz parte naquele momento. 

Dirigir não é luxo, "status" ou mero deslocamento. No ato de dirigir, demanda um DEVER. O dever de:

"I - abster-se (Fazer algo para impedir a realização de qualquer atividade ou movimento) que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas;


II - abster-se (Fazer algo para impedir a realização de qualquer atividade ou movimentode obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstáculo."

Consequente que dirigir, conduzir, pilotar, trafegar, circular, caminhar, pedalar... demanda dos condutores, dos ciclistas ou dos pedestres, um dever natural e legal de convivência em proteção ao próximo. Todos meus atos no trânsito devem ser monitorados por mim, de tal maneira, que em todas as circunstancias, devo evitar causar danos a outrem.

Esse dever é imposto por causa do risco concreto que se tem diante de uma força  e poder de massa que tem sobre os demais usuários. Imagine um ônibus frente a um automóvel? qual dos dois sairá prejudicado numa demanda? Numa colisão? numa frente de embate?

Por conta disso, reza o Código que:

"Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres."

Ao Conduzir um veículo, automaticamente, estamos sob um regime de proteção ao próximo. Não poderei realizar uma manobra e nem ter uma conduta em detrimento de outros usuários, isso viola a boa harmonia e convivência social.

UM VEÍCULO, UM ADEUS!

O trânsito não pode ser o fim da estrada e nem o veículo um sinal de adeus. Não podemos aceitar as ocorrências de violência viária com vistas à normalidade. A sensibilidade pela vida alheia precisa estar frente a nossos olhos. O interesse pela segurança do semelhante deve ser patente aos nossos olhos.

Nestes últimos dias, em todo país tem ocorridos acidentes de trânsito tão violentos que não podem configurar como meros acidentes de trânsito e sim como violência viária.  É o caso de Guarapari/ES que ocorreu na BR-101 com o ônibus da Aguia Branca, uma carreta e duas ambulâncias; 

http://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2017/06/fotos-mostram-dimensao-da-tragedia-na-br-101-em-guarapari-1014069354.html.

Em Conceição do castelo BR-262 com dois veículos de passeio 

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/acidente-deixa-mortos-e-interdita-br-262-em-venda-nova-do-imigrante.ghtml

Ou ainda outro que ocorreu em Mimoso do Sul na BR - 101 com dois veículos e um caminhão.

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/sobe-para-tres-o-numero-de-mortos-em-acidente-em-mimoso-do-sul-es.ghtml

Tantas situações podem desencadear tal violência, mas a maior delas é a velocidade desenvolvida pelos condutores dos veículos. 

A responsabilidade ultrapassa a fronteira do atrasado, da sensação de poder e da negligencia na condução. A responsabilidade em conduzir deve estar acima de qualquer situação que possa parecer necessária. 
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