sábado, 11 de maio de 2013

AVALIAÇÃO NA PROVA PRÁTICA DE DIREÇÃO

Avaliar não é uma tarefa de fácil procedimento. Avaliar, segundo o dicionário é: Determinar o valor, o preço, a importância de alguma coisa: Reconhecer a grandeza, a intensidade.


Para que se faça uma avaliação (determinar o valor de algo) é necessário que haja uma essência (ainda que subjetiva) sobre essa coisa/objeto a ser avaliada. E o avaliador terá que, por obrigação, ter um certo conhecimento e domínio sobre regras básicas de avaliação (normas e técnicas objetivas ou cientificas)  

Quando falamos em avaliação sobre aprendizagem, a técnica, necessariamente terá que ser feita de forma objetiva sobre o que de fato se aprendeu ou assimilou sobre o que aprendeu. 

Como determinar um valor sobre o que um aluno aprendeu?

Existe várias técnicas para determinar certo valor sobre um aprendizado. Mas, na prática, a maneira de avaliar sobre o que aprendeu ou não aprendeu de fato, muitas das vezes se torna um tormento, tanto ao aluno como ao avaliador (examinador)

No caso de um aluno de Primeira Habilitação, como determinar se tal aluno, aprendeu ou não aprendeu? 

Teoricamente é fácil determinar, dar-lhe uma prova objetiva de 30 questões de múltipla escolha, e mantém um minimo para aprovação que é 70%. Se alcançou o minimo, entende-se que o aluno aprendeu. 

Será que isso é suficiente? 

E na prática de direção? Como avaliar? Como determinar um valor? Como o avaliador (examinador de trânsito) poderá, objetivamente, determinar que o aluno aprendeu e portanto, deverá ser aprovado no exame?

Há uma animosidade entre quem ensina sobre quem avalia. (Instrutor de Trânsito x examinador de trânsito) segundo a regra, o Instrutor de Trânsito, não pode ter contato com o examinador e vice versa.  Uma observação em detrimento de um ensino.

Entrou em vigor no dia 19 de janeiro deste ano na Espanha uma nova maneira de avaliar um aluno de primeira habilitação. Uma das mudanças foi a condução autônoma, onde o aluno faz um percurso sem o comando do examinador, ou seja, o aprendiz tem 20 minutos pra dirigir livremente e o examinador só faz avaliar o aluno. 

Depois da condução autônoma, o aluno passa por comandos dados pelo examinador. No final do exame, caso o aluno seja reprovado,  o examinador chama o Instrutor e na presença do aluno diz o motivo da reprovação no exame.

Pelas bandas de cá, examinador tem síndrome de juiz, reprova e não precisa dar explicação ou no mínimo uma satisfação a ninguém; tá reprovado e pronto.

Ensinar a prática de direção a um aluno de Primeira habilitação é uma tarefa árdua que muitas das vezes, dura no minimo 20 aulas e as vezes se estende até umas 30, 40 ou mais. Faça sol ou faça chuva, ali está o profissional de trânsito ensinando e o aprendiz recebendo o ensinamento.

Nada mais justo, primar pelo aprendizado do aluno, para um trânsito melhor, seguro e cidadão. 

Para avaliar, o examinador precisa OBRIGATORIAMENTE seguir as normas que estão explicita em instruções de serviços e portarias dos Órgãos e Entidades Executivas de Trânsito dos Estados ou do Distrito Federal.

E para ensinar ou instruir? Qual é o caminho que o Instrutor deverá seguir para instruir/ensinar os alunos para serem avaliados e conseguirem sucesso no objetivo que é ser aprovado?

Buscando uma melhoria no ensino e avaliação do aluno, o professor e Instrutor de Trânsito, Alexandre Basileis, lançou e publicou o livro Instrutor de Trânsito -
Teoria e Prática da Funçãojustamente para modelar o ensino/instrução do profissional. O manual é baseado nas regras estabelecidas em resoluções vigentes do CONTRAN e instruções e portarias dos órgãos executivos de trânsito que regulamenta os procedimentos de avaliação dos examinadores de trânsito.

Cá pra nós, deixar um veículo "morrer"  ao sair da ladeira ou da baliza ou pontuar negativamente um aluno que deixou de pisar primeiro no freio pra depois pisar na embreagem é coisa arcaica.

Deve pontuar negativamente o aluno que não zelar pela boa convivência no trânsito, nas regras de segurança, nas normas de circulação visando a boa condução e respeito, no respeito à sinalização, nas preferencias, coisas que tornam o trânsito um caos, caso depois de habilitados, não ponham em prática.



O INSTRUTOR DE TRÂNSITO E O CREDENCIAMENTO JUNTO AO ÓRGÃO

O CREDENCIAMENTO DO INSTRUTOR DE TRÂNSITO E A RENOVAÇÃO. Em alguns órgãos executivo estadual de trânsito, tem a praxe de todo ano, ...