sexta-feira, 20 de maio de 2011

EXAMINADOR DE TRÂNSITO OU AUTO ESCOLA "2"

Voltando ao assunto...

(Se o Examinador conferiu a tal aluno receber a PPD - Permissão Para dirigir. 
O que a autoescola tem com isso? 

Quem  pariu mateus que cuida!
Essa foi a frase que ouvi de um Instrutor de Trânsito.)

Terminamos a parte 1 do Primeiro post com o parágrafo acima. (veja aqui http://alexandrebasileis.blogspot.com.br/2011/05/examinador-de-transito-ou-autoescolas.html)

E deixei uma pergunta no ar: "E aí o que você acha?"

De quem é a culpa pela boa ou má formação do motorista brasileiro?

Das autoescolas? Dos Detran's? Dos Instrutores? Ou dos Examinadores?

Ser ou não ser. És a questão!

Será que o Condutor não tem parte nessa culpa? Nessa formação?

Diremos que exista um modelo dentro das normas para que o aluno esteja apto a receber a Permissão Para Dirigir - PPD 

As autoescolas, contrata uma pessoa que passou por um processo de estudos, que hoje são de 180 horas/ aula. Além deste certificado, existe a referência de bom cidadão e profissional. É o chamado "Instrutor de Trânsito."

Além disso tem a lei 12.302/10 que regulamenta a profissão e que Considera-se instrutor de trânsito o profissional responsável pela formação de condutores de veículos automotores e elétricos com registro no órgão executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal.  

O Instrutor de Trânsito, Recebe, conhecimentos básicos e técnicos dentro do curso de Formação de Instrutor de como proceder, agir e tratar com o aluno e respeitá-lo como pessoa e cliente.

Recebe Também, instruções das autoescolas, de como adapta-lo (dentro de uma norma) a uma prova (exame).

Pois, tem que estar de acordo com os padrões de avaliação dos examinadores, que irão avalia-los de acordo com o que eles  receberam do Detran, (pois são agentes examinadores do Detran.) para avaliarem, segundo o CTB e o manual do examinador, para formular sua avaliação, dentro das Normas de Circulação e Conduta, Direção Defensiva, Sinalização e domínio do Veículo em vias públicas.
  
Até aí tudo maravilhosamente bem.

Acontece que cada Examinador tem seu critério de avaliação. (Não sei se é bom ou ruim) parece que não fazem uso das regras já estabelecidas dentro do Manual do Examinador de Trânsito.

Ontem mesmo, duas alunas de uma autoescola da Capital capixaba, disse que ao reduzir a marcha na via, na hora do exame prático de direção, para dar a preferência de passagem ao pedestre, o examinador reprovou-a dizendo que ali é uma via preferencial e que ela como condutora não poderia reduzir e nem parar para dar preferência ao pedestre.  (ABSURDO?!) outro fato está acontecendo na cidade canela verde, onde na placa pare o examinador dá o comando para que o aluno não pare e depois reprova-os... (isso é inadmissível?!)

O que o Instrutor ensina no Teórico-Técnico? Preferência é do pedestre em qualquer situação. Está no simulado do Detran-ES e nas provas teóricas.

Mas, os Examinadores estão ali como Juízes avaliadores. (Passa ou não passa. Eu decido.) Isso não pode ser assim. Examinador de Trânsito está ali numa função de avaliar o desempenho do aluno e não usar seus atributos e competência para fazer da avaliação um julgamento.

Por conta disso:

1º Tem que haver maior interesse de todos na formação do condutor. A questão não pode ser meramente capitalista. 

2º O Instrutor tem que formar e não robotizar. Precisa colocar o aluno em intimidade com o trânsito pesado e para isso alunos tem que entender que gastará mais. (Mais tempo e dinheiro) Tem que conscientizar-lo do trânsito real e verdadeiro. O Trânsito que mata.

3º Examinadores tem que avaliar entendendo o aspecto do momento. As vezes reprovam bons condutores porque  deixou o carro morrer ou esqueceu a seta e lança no mercado (trânsito) pessoas que não erram em nada, porém são péssimo motoristas. ( não é culpa dos examinadores. Pois é a regra que os determina que eles aprovam.)

4º O Detran-ES tem que mudar seu modelo de avaliação de um candidato à Primeira Habilitação. Habilitação é uma concessão e não direito adquirido. Portanto, maior rigor na avaliação, na fiscalização e na punição. (E maior empenho na educação. Mas isso deverá vir pelo Contran) 

Na Espanha entrou em vigor em janeiro uma nova maneira de avaliar e o aluno faz a chamada direção autônoma  o examinador não dá comando algum ao aluno, o aluno decide o lugar pra ir, parar, estacionar, desenvolver o veículo, etc.

Ainda assim, depois disso tudo, tem a índole do motorista, toda sua bagagem psicológica, cultural, moral e ética.  

Voltando a nossa realidade, o aluno já entra na autoescola perguntando que dia fará a prova, enquanto tempo estará com a habilitação nas mãos. Pergunta se tem que ir em todas as aulas.

O instrutor poderá ser o mais sensato e profissional possível, o Examinador o mais justo. 

Se não houver, da parte do candidato à Primeira Habilitação uma índole, a razão de obter uma CNH e todo esforço terá sido em vão.

Na Terceira parte, deste post falaremos exclusivamente do motorista e sua personalidade e comportamento.
  
Temos que ver o Trânsito como uma partida de futebol. Onde todos ganham se o time ganhar e todos perdem se ele perder.





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